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Consignação e desapego #006

Vender roupa usada: os caminhos e como o repasse varia

Brechó que consigna, brechó que compra, internet ou entre conhecidos: os caminhos para vender roupa usada e o que as fontes publicam de prazo e repasse.

Por Ju do Brechó OficinaLeitura de 6 min

Arara branca com roupas penduradas e sacolas de papel ao lado, num ambiente claro com quadros na parede.
Foto: Thirdman / Pexels

Quem tem peça parada no armário tem, em geral, quatro caminhos: deixá-la num brechó que consigna, vendê-la a um brechó que compra, anunciar por conta própria na internet ou passá-la adiante entre conhecidos. Cada um troca esforço, tempo e valor de um jeito. Este guia compara os quatro com o que reportagens e pesquisas publicam de prazo e repasse, sem tabela e sem valor em reais.

Quais são os quatro caminhos?

A lei trata os dois primeiros de jeitos diferentes: a consignação é o contrato estimatório, e a venda para a loja é compra e venda. O guia da consignação explica os artigos do Código Civil e não se repete aqui.

O que se publica sobre consignação

As três fontes abaixo são de lugares e de anos diferentes, e nenhuma fala por todos os brechós.

Daí não sai uma média, e este guia não tira uma. São três lojas, e cada uma tem as suas condições. A lei, como mostra o guia da consignação, deixa o valor e o prazo para as partes combinarem, e é por isso que o número de uma loja não vale para a outra.

O que se publica sobre brechó que compra

Na compra, a loja escolhe o que leva, paga por isso e passa a ser dona da peça. A ISTOÉ Dinheiro registra o outro lado da conta: a margem com estoque próprio é maior, "porém a liquidez é baixa", e o risco de não vender fica todo com o lojista. A mesma reportagem ouviu uma loja paulistana que diz comprar cerca de 20 mil peças por mês e investir em dados para escolher as que sabe que têm boa saída.

Duas outras reportagens mostram que há mais de um formato:

O que as fontes consultadas não trazem é quanto um brechó paga por peça. Falam em margem e em risco, mas não em valor pago a quem vende.

O que se publica sobre vender pela internet

O que as fontes mostram, aqui, é o lado de quem tem loja. Um brechó de Porto Alegre contou ao Jornal do Comércio que as vendas pelo Instagram respondem por 60% do faturamento dele. E uma plataforma de revenda ligada a uma grande varejista, segundo o mesmo jornal, destina ao fornecedor a maior parte do valor de venda e cuida de preço, fotos e entrega.

Quando é você quem anuncia, o trabalho é todo seu: foto, medida, preço, resposta, embalagem e envio. Se o anúncio passa por uma plataforma, valem as condições dela. As fontes consultadas não trazem prazo nem custo da venda pela internet para pessoa física, e este guia não inventa um.

O que se publica sobre desapego entre conhecidos

Em 2017, o jornal O Tempo descreveu grupos de desapego em aplicativos de mensagem e em redes sociais, organizados por bairro ou por assunto, como o de mães. A reportagem diz que a confiança entre os membros dá segurança à compra, e que a entrega é uma vantagem nos grupos de bairro.

Nesse caminho não há avaliação de loja, nem prazo, nem repasse: preço, pagamento e entrega se combinam entre duas pessoas. Isso é inferência a partir da forma do caminho, porque a reportagem não trata de regras. A única reportagem datada sobre o assunto que abrimos para este guia é de 2017.

Como comparar os caminhos

Os números das fontes não formam um ranking, porque vêm de lojas, cidades e anos diferentes. O que dá para comparar são as perguntas, e elas servem para qualquer caminho:

  1. Quem avalia e escolhe? Um brechó olha peça por peça; na internet e entre conhecidos, quem decide é você.
  2. Quando eu recebo? No brechó que compra, quando a loja paga pela peça; na consignação, depois que a peça vende; na internet e entre conhecidos, quando o comprador paga.
  3. O que acontece com a peça que não vender? Volta para você ou segue o destino combinado. Na consignação, isso se combina antes.
  4. Quem faz foto, preço e atendimento? A loja, a plataforma ou você.
  5. Em que forma eu recebo? Em dinheiro, em crédito na loja ou nos dois.

O que este guia não afirma

Antes de escolher

Qualquer caminho começa em separar o que tem condição de ir. O guia de como preparar as peças para consignar e o de como desapegar de roupas ajudam nessa etapa, e o da consignação lista o que perguntar antes de deixar as peças.

Pontos importantes

Links de referência

  1. ISTOÉ Dinheiro, Brechós: entenda o que precisa para abrir uma loja de roupas usadas, 30/08/2022
  2. Jornal do Comércio, Brechó se consolida como segmento de consumo no Rio Grande do Sul, 05/02/2023
  3. Costa, Silva e Duarte, Consumo sustentável e teorias da prática: conectando elementos do compartilhamento de roupas, BBR, 2024
  4. Exame, reportagem sobre uma rede de brechós infantis, 31/07/2023
  5. O Tempo, "Desapego" gera renda extra e economia nas redes sociais, 19/02/2017
  6. Foto de capa: Thirdman, Pexels

Confira os links de referência. O blog do Brechó Oficina busca divulgar informação a partir de fontes confiáveis.

Na loja

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Índice do blog

  1. #011Quem compra em brechó, e por quê: o que as pesquisas mediram
  2. #010Brechó online ou físico: o que muda para quem compra
  3. #009Plus size e brechó: o que as pesquisas contam sobre a experiência de compra
  4. #008A história do brechó no Brasil: do século 19 a 1914
  5. #007Como comprar em brechó: o que olhar na peça antes de levar
  6. #006Vender roupa usada: os caminhos e como o repasse variaVocê está aqui
  7. #005O que é moda circular, e o que a economia circular tem a ver com ela
  8. #004Como lavar roupa de brechó e tirar o cheiro de guardado
  9. #003Como funciona a consignação
  10. #002GG equivale a que número?

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